Nossa história · Juliana Calori
Ela desenhou uma bolsa.
O sonho foi além
do que cabia no papel.
A {E}PORTARE nasceu em Belo Horizonte e levou suas criações às passarelas de Londres e ao reconhecimento em Paris. Conheça as decisões, os encontros e o cuidado com o desenho que construíram esse caminho.

01 · O começo
Um prêmio, um convite e a decisão de criar a própria marca.
Em 2009, aos 23 anos, Juliana Calori estava concluindo sua formação em Design de Moda quando desenhou a primeira bolsa. Aquela criação foi premiada em um concurso do jornal Estado de Minas. O reconhecimento trouxe também um convite para trabalhar na Luiza Barcelos.
A dona da empresa reconheceu naquele desenho a bolsa que suas clientes pediam e que ainda faltava à coleção. Foi ali que Juliana percebeu o quanto amava fazer bolsas. Em vez de aceitar o convite, decidiu começar a própria marca.
A {E}PORTARE nasceu nos fundos da casa dos pais, em Belo Horizonte. A produção começou com uma única designer à frente da criação. Encontrar mão de obra foi uma das primeiras dificuldades: o desenho precisava sair do papel e se transformar na peça que ela imaginava. Antes das passarelas e dos reconhecimentos internacionais, houve esse começo — uma designer, uma criação e a decisão de dar continuidade ao próprio sonho.

02 · A construção
Mais de cem mulheres pediram uma bolsa. A Wish nasceu.
O crescimento veio aos poucos. Em 2015, o Instagram começou a levar as bolsas para clientes de fora de Belo Horizonte. A marca ganhou espaço em outros estados de forma orgânica, e novas oportunidades surgiram ao longo desse caminho.
A proximidade com as clientes faz parte da criação da marca. A história da Wish é um exemplo: ela nasceu depois de um abaixo-assinado com mais de cem nomes do grupo VIP, pedindo aquele desenho. Até o nome veio de uma cliente. Wish, desejo — uma peça que começou como uma vontade compartilhada.
Essa relação também aparece na maneira como as clientes guardam suas primeiras bolsas. Algumas clientes contam que desejam conservá-las para sempre, por serem peças do início da marca. Uma bolsa pode acompanhar uma rotina; também pode guardar a lembrança de uma fase da vida.

03 · O encontro com o mundo
A Chelsea entrou na passarela. O desenho ganhou o mundo.
A {E}PORTARE foi convidada a apresentar suas criações em diferentes temporadas da Semana de Moda de Londres. Foi para um desses desfiles que nasceu a Chelsea — a bolsa que Juliana levou no ombro ao entrar na passarela para o fechamento de sua própria apresentação.
Pouco antes, nos bastidores, um jornalista a encontrou e pediu uma entrevista. No dia seguinte, a imagem da fundadora com a Chelsea circulava por jornais, blogs e sites europeus. O desenho que começara no papel ganhava uma história pública, inseparável daquele momento.
A apresentação reuniu modelos de diferentes histórias e corpos, com modelos cadeirantes, amputadas e cegas. A experiência reforçou seu olhar para os gestos de quem usa uma bolsa: a mão que abre o fecho, a alça que encontra o ombro, o movimento ao longo do dia. Beleza e uso passaram a fazer parte da mesma conversa.

04 · Novos caminhos
O reconhecimento chegou em Paris. A criação continua em Belo Horizonte.
A trajetória também passou por uma apresentação em Doha, no Catar, e pela presença da marca em uma loja de aluguel de luxo em Berlim. Em Paris, veio a premiação no evento O Melhor do Brasil na Europa, realizado na Torre Eiffel.
São etapas de um caminho que começou no fundo da casa dos pais. Apresentar essa história fora do Brasil também foi uma oportunidade de compartilhar a intenção que acompanha cada criação. A frase da fundadora resume esse olhar: “Não é só sobre bolsas. É sobre autoestima, felicidade e bem-estar.”
O reconhecimento internacional faz parte da história da {E}PORTARE, mas não substitui sua origem. A criação continua ligada ao desenho autoral, à produção mineira e às mulheres que escolhem levar uma de suas peças.

05 · A criação
A beleza chama atenção. Os detalhes fazem você querer usar.
Cada modelo começa com uma intenção. A Chelsea tem duas alças para acompanhar momentos diferentes. A Metropolitan nasceu da vontade de criar uma mochila que mantivesse a elegância do look e deixasse as mãos livres. A Madrid trouxe para a coleção a luz interna pesquisada pela marca ao longo de anos, presente nas variantes indicadas na ficha do produto.
Na Varese, o nome também carrega uma ligação pessoal: a cidade no norte da Itália faz parte das raízes familiares da fundadora. A peça foi pensada para traduzir um desenho limpo e uma presença discreta. Forma, função e memória se encontram nessas escolhas.
Por isso, as histórias das bolsas aparecem junto das imagens e das especificações. Ver uma peça por fora é o começo. Conhecer seus detalhes, sua maneira de usar e o motivo de existir ajuda você a decidir se ela faz sentido na sua vida. Materiais e acabamentos são descritos na ficha de cada modelo e de cada cor.

“Não é só sobre bolsas.Conheça as bolsas ↗
É sobre autoestima,
felicidade e bem-estar.”Juliana Calori